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Resumo da Palestra com o Dr. Edgar Sommer
Nós do BlackComb separamos uma matéria muito informativa para ajudar todos os que estão buscando informações a respeito da displasia. Ela é basicamente um resumo da palestra com o Dr. Edgar Sommer, um dos radiologistas veterinários mais respeitado do Brasil e do mundo e fundador do Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária.
Leia o resumo da palestra:
Algumas perguntas que foram feitas durante a palestra:
Cães com "jarrete de vaca" têm displasia obrigatoriamente?
Não. Na verdade, cães com jarrete de vaca têm uma probabilidade muito maior de desenvolver a displasia. Mas não é uma regra.
Apenas cães com o grau HD D ou HD E sentem dor?
Não. A dor independe do grau de displasia que o cão apresenta. Cães com displasia avançada podem nunca sentirem dor, por outro lado, um cão HD C pode sentir muita dor.
IMPORTANTE: todo animal que começar a mancar é obrigatório radiografá-lo, independente da sua idade.
Existe a possibilidade de um cão com 7 gerações isentas de displasia apresentar este mal?
Existe, mas a chance é muito pequena.
Praticar esportes dá displasia?
O animal só vai desenvolver a displasia se geneticamente for apto a tê-la. É claro que se você forçar seu treino e ele for propenso genéticamente a desenvolver a displasia, ela irá aparecer. O ideal antes de iniciar um treinamento é radiografar o cão.
O grau de displasia do cão pode mudar com a idade?
Sim. Justamente por isso o Colégio Brasileiro de Radiologia decidiu mudar a data mínima para obter o laudo definitivo do cão para 24 meses. Pois o grau dificilmente mudará após esta idade.
Existe displasia adquirida?
Teoricamente, não existe a displasia adquirida. Pois o animal só irá desenvolver a displasia se for geneticamente propenso a desenvolvê-la. Nenhum veterinário conseguiria distinguir isso, diagnosticamente. A não ser que o animal apresente sinais de fraturas. Pisos lisos, por exemplo, também podem piorar o laudo do animal e agravar seu grau.
O criador tem aguma obrigação de repor um cão displásico?
Legalmente não. Mas isso vai depender da intenção de cada um.
O mal posicionamento de uma radiografia pode interferir no laudo do animal?
Sim. Isso acontece muito, pois é muito difícil colocar o animal na posição perfeita para radiografá-lo.
IMPORTANTE: A Displasia não é algo matemático. Cada radiografia tem que ser interpretada separadamente. Não é apenas a medida de um ângulo que determina se um cão é displásico ou não. E sim um conjunto de fatores.
É possível interpretações diferentes de uma mesma radiografia?
Sim. Isso é super saudável na veterinária e pode acontecer. Por isso recomendamos que as radiografias sejam enviadas para o Colégio para que sejam analisadas por uma equipe de profissionais capacitados.
O que deve ser feito com um cão que já apresenta um grau de displasia avançado?
- Primeiramente ele deve ser afastado da criação.
- O cão não pode ser, de maneira alguma obeso. Evitar que o cão cresça acima do peso pode evitar que ele desenvolva este mal.
- Caminhar moderadamente todos os dias é um bom tratamento.
- Natação, principalmente nos casos de displasia de cotovelo, e hidroginática.
- Um medicamento chamado Osteocart também pode ser usado para ajudar animais displásicos a não sentirem dor. Consulte um bom veterinário e ele o orientará.
Leia mais sobre displasia:
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