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Castração: verdades e mitos
(Fonte: UOL Bichos)

18.05.06 - Para todos os interessados em saber mais a respeito da castração, o BlackComb separou um artigo muito interessante. Somos referência reconhecida dentro da cinofilia brasileira quando o assunto é esse. Defendemos a idéia de que a castração garante muito mais qualidade de vida ao animal, além de permitir um controle qualitativo sobre o crescimento de uma raça. Confiram:

O que é castração?
É uma cirurgia que impede a procriação sem controle de cães e gatos (machos e fêmeas). Consiste na retirada de ovários e útero no caso da fêmea, e dos testículos no caso do macho. Machos e fêmeas podem ser esterilizados a partir dos 3 meses de idade, não interferindo no seu desenvolvimento e formação.

Lembramos que o gato se reproduz de 3 em 3 meses, e o cachorro de 6 em 6 meses, ficando difícil encontrar um lar para todos.

VANTAGENS

- Solução definitiva contra a reprodução desenfreada;
- Menor risco de câncer de útero, mama, ovário e próstata;
- O macho perde o hábito de urinar para demarcar território;
- O cio e o sangramento deixam de ocorrer;
- O animal fica mais caseiro e assim acabam as fugas, que geralmente acarretam atropelamentos e maus tratos;
- Termina o incômodo do barulho, em função dos cios.
- A esterilização favorece o aumento da qualidade de vida do animal.

CASTRAR, SIM, E O QUANTO ANTES

Quem convive com cães sabe. De repente, lá pelos 8 meses de idade, o filhotinho brincalhão começa a ficar adulto. Ou seja, a ter atitudes como ser possessivo; brigar com cães sem ser por brincadeira; encarar postes, pés de mesa e outros objetos como pontos do território a serem demarcados com urina; montar em cães, pessoas da casa ou visitas sem a menor cerimônia, entre outras artes. Na fêmea, de repente, aparece o sangramento do cio e suas conseqüências, como sangue no tapete e a presença dos cães da vizinhança na porta da casa.

O início da puberdade - que nada mais é do que o começo da produção dos hormônios sexuais - significa mudanças para sempre no organismo e no comportamento do cão, que podem ser o ponto de partida para problemas de relacionamentos com donos e o desenvolvimento de maus-hábitos. Por esse motivo, cada vez mais os comportamentalistas estão optando por recomendar a castração, quando não há intenção de reproduzir o cão, de preferência, antes dos oito meses de idade. A ação dos hormônios sexuais dá início a comportamentos que podem continuar mesmo depois da castração, devido ao cão se acostumar a eles. Do ponto de vista veterinário, a castração é o único meio de evitar a reprodução que previne, ao mesmo tempo, tumores no aparelho reprodutivo, muito comuns nos cães com idade madura e mais avançada (ver alternativas). O problema resulta do processo de multiplicação exagerada de células em órgãos do aparelho reprodutor, estimulado pelos hormônios sexuais.

Castrar a fêmea antes dos 8 meses também é recomendado. Nas cadelas que fazem a cirurgia depois de entrar na puberdade, os casos de tumores nas mamas diminuem, mas não se tornam quase nulos, como acontece quando a castração é precoce. No Brasil, há veterinários castrando aos 5 ou 6 meses de idade, costume mais generalizado nos Estados Unidos.

As técnicas cirúrgica e anestésica usadas em nosso país permitem realizar a castração precoce com grande segurança. É o caso da anestesia inalatória, bastante disseminadas - o cão dorme, sedado, inalando um gás anestésico por um tubo ou máscara. A cirurgia é feita rapidamente com pequenos incisões - nos machos a operação dura apenas 20 minutos e 40 nas fêmeas, sem precisar de internação.

Nos Estados Unidos, torna-se cada vez mais comum castrar filhotes com apenas 7 ou 8 semanas de vida, já que a recuperação da cirurgia é mais rápida. Elimina-se qualquer chance de gravidez precoce e a tecnologia permite esse avanço. Perde adeptos a opção pela castração com cerca de 1 ano de idade para dar tempo os hormônios sexuais agirem. Não foram jamais provadas as teorias pelas quais essa estratégia estimularia a hipófise a produzir o hormônio do crescimento, a desenvolver a ossatura e o macho a ganhar massa muscular. Pelo contrário, não é raro ver cães castrados mais desenvolvidos do que seus irmãos não-castrados, de ninhada.

IDÉIAS ERRADAS:

Há várias idéias falsas sobre os efeitos prejudiciais da castração nos cães. Conheça as mais comuns:

Cão castrado é mais propenso a problemas de saúde. FALSO.
A probabilidade de pegar doenças não aumenta com a castração. Antes pelo contrário: a retirada de útero e dos ovários, ou testículos, acaba com a possibilidade de infecções e tumores naqueles órgãos, e de complicaçöes ligadas à gravidez e ao parto. Sem acasalamentos, as doenças sexualmente transmissíveis deixam de representar risco. Cai a incidência de tumores da mama.

Acasalar deixa o macho emocionalmente mais estável.
FALSO.
Dependendo das disputas, o acasalamento pode até causar instabilidade emocional.

A fêmea precisa ter crias para manter o equilíbrio emocional.
FALSO.
Não há relação entre os dois fatos. O equilíbrio emocional fica completo com a maturidade, que ocorre por volta dos dois anos nos cães castrados. Se uma cadela se mostrar mais calma e responsáel depois da primeira ninhada, é porque amadureceu devido a ter avançado na idade e não porque se tornou mãe.

A falta de prática sexual causa sofrimento.
FALSO.
O que leva o cão à iniciativa de acasalar é exclusivamento o instinto de procriar, e não o prazer nem a necessidade afetiva. O sofrimento pode atingir machos não castrados. Por exemplo, se vivem com fêmeas e não podem cruzar, ficam mais agitados, agressivos, não comem e perdem peso.

Castrar reduz a agressividade do cão de guarda.
FALSO.
A agressividade necessária para a guarda é determinada pelos instintos territorial e de caça e pelo treinamento, sem ser alterada pela castração. A dominância e a disputa sexual criam oportunidades para o cão usar a agressividade que tem, mas não a causa dela.

Fonte: UOL Bichos


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