Bernese - BlackComb
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Meu cão tem displasia. E agora?

Com esta matéria, o BlackComb pretende ajudar as pessoas que já possuem um bernese, ou um cão de outra raça, que apresente um quadro de displasia coxo-femoral, e que não sabem muito bem como agir.

Se, infelizmente, seu cão possui um quadro de displasia, não se desespere. Por ser de origem genética, a primeira medida a ser tomada é afastá-lo da função de reprodução, caso o grau dele seja HD D (HD ++) ou HD E (HD +++). Os cães que possuem grau HD C (HD +) devem acasalar com cães HD A (HD -).

Para cuidar do seu cão, você deve tomar atitudes de acordo com a idade do animal.

- Filhote
Se o seu animal ainda for filhote e apresentou esse mal, cuide para que ele tenha um futuro saudável e sem sofrimentos. Por isso, é fundamental que você controle o peso dele, ele não deve crescer nem manter-se obeso em nenhuma hipótese. Uma ração de boa qualidade também pode colaborar com o desenvolvimento do cão e de sua estrutura, tanto óssea quanto muscular.

Em seguida, verifique a intensidade e a maneira que ele está se exercitando, pois os exercícios físicos em um cão displásico devem ser direcionados a fim de reforçar a estrutra muscular e não causar forte impacto na articulação. Em geral, são sugeridas caminhadas curtas, no plano, natação e esteira n'água.

Uma outra providência que pode ser tomada e que está sendo sugerida por muitos ortopedistas é a pectineotomia, ou seja, seria uma pequena cirurgia no músculo do pectineo para que a articulação coxo-femoral, popularmente falando, fique solta para trabalhar sem a pressão desse músculo.

Com a pectineotomia o cão tem uma melhora em sua movimentação, o que permite que o animal exercite mais os músculos da perna e quadril que irão dar sustentação a sua traseira. Consequëntemente, isso evita que no futuro o problema da displasia se agrave, o cão sinta dor e tenha dificuldades de se locomover. Qualquer cão, sendo ele HD B ou HD E pode fazer essa intervenção, caso o veterinário ortopedista responsável julgue necessário.

- Adulto
Já se você possui um cão adulto e o problema foi diagnosticado, além da pectineotomia e das dicas de alimentação, exercícios e manejo acima, pode-se fazer a osteosíntese, que seria a remoção da cabeça do fêmur, para os casos mais graves. Lembrando que a pectineotomia não é a cura da displasia, ela apenas ajuda o quadro a não progredir ou piorar.

O BlackComb espera ter ajudado as pessoas que passam por essa situação. Se tiverem mais dúvidas, nosso veterinário, o Dr Clélio Carreira, que gentilmente colaborou com essa matéria, terá o prazer de responder, clique aqui e envie um e-mail para ele.

Também fica aqui nosso alerta para que sempre que for comprar um cão, especialmente de grande porte, você exija o laudo de displasia dos pais e tente se informar sobre os laudos dos avós e bisavós.

A displasia é um mal genético, de carater recessivo, que pode ser descrita como o mau encaixe do fêmur com o osso da bacia. Em muitos casos o cão displásico apresenta dor, manqueira e dificuldades para se locomover. Ela só pode ser diagnosticada através de exame radiológico (raio-X), preferencialmente por um profissional do Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária. Existe ainda a displasia de cotovelo que será discutiva numa próxima matéria.

Para saber mais sobre a displasia, clique aqui.



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