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    Saúde - BlackComb
Displasia Coxofemoral (DCF)

O QUE É:

A Displasia é caracterizada pela má formação no encaixe da cabeça do fêmur com a bacia. É uma doença hereditária e de carater recessivo que pode aparecer e desaparecer com o tempo, em diferentes gerações. Os gens da displasia, acredita-se que sejam em torno de 20 gens diferentes, podem ser transmitido pelos pais, avôs, ou bisavôs...

O que pode acontecer é que com erros de manejo a displasia pode se agravar. Por exemplo, um cão displásico nunca deve estar obeso, viver em piso liso e escorregadio, fazer exercícios em demasia, diante desse quadro um cão HD B pode evoluir para um nível mais grave da doença.

Para minimizar as chances de um cão nascer com displasia, um criador consciente estuda os laudos e graus da doença de várias gerações anteriores dos cães em programa de criação.

O CONTROLE:

A única maneira de se controlar a displasia é radiografando os reprodutores e não cruzando animais que tenham o problema mais acentuado (HD D ou HD E). Cães HD C devem, preferencialmente, acasalar com cães HD A.

Para fazer o controle com segurança, um bernese deve ser radiografado com 2 anos de idade. E nunca cruzar antes de ter feito o exame.

O exame na raça deve ser feito, preferencialmente, por veterinários credenciados ao Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária (CBRV), OFFA e pela Dra Adriana Varella, veterinária credenciada pela APRO. Caso em sua cidade não tenha nenhum veterinário apto a dar o laudo, você pode radiografar seu cão e enviar o raio-X para o CBRV (www.provet.com.br).

POR QUE CONTROLAR?

A displasia é uma doença extremamentre dolorida para muitos cães afetados. Em alguns casos é necessário fazer cirurgia para que o cão possa continuar andando, em outros casos, o cão precisa ser sacrificado. Infelizmente, essa doença está cada vez mais comum na raça. Ver um cão sofrendo de displasia é algo extremamente triste. E, se podemos fazer nossa parte para que isso seja cada vez mais raro, não podemos cruzar os braços.

DIAGNÓSTICO:
O diagnóstico da DCF é exclusivamente radiológico. Portanto, não se deve dar um atestado de não displásico apenas pela ausência de sintomas, todos os animais devem ser radiografados.

Na avaliação radiográfica o animal pode ser incluído nas seguintes categorias de acordo com as alterações presentes:

HD- animal sem sinais de displasia coxofemoral (HD A)
HD+/- animal com articulações coxofemorais próximas do normal (HD B)
HD+ animal com displasia coxofemoral leve (HD C), ainda é permitido o acasalamento, apenas com cães HD A
HD++ animal com displasia coxofemoral moderada (HD D)
HD+++ animal com displasia coxofemoral severa (HD E)


SINTOMAS:
Os sinais clínicos geralmente começam aos 5-8 meses de idade, sendo que em alguns casos não aparecem até os 36 meses de idade.

Os sintomas são extremamente variáveis, confira alguns deles: dificuldade ao andar levantar, correr e subir escadas; manqueira; dorso arqueado, andar cambaleante, abrasão das unhas dos membros posteriores; diminuição da amplitude de movimentação dos membros posteriores; atrofia da musculatura dos membros posteriores; sensibilidade local. Alguns animais displásicos não apresentam sintomas.

Leia ainda:
  • Alerta! para todos que querem comprar um bernese.
  • Resumo da Palestra com o Dr. Edgar Sommer clique aqui.





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